VIBE CODING x NO CODE: o que realmente muda e quando migrar
Se você já usa Bubble, Flutterflow ou Weweb, provavelmente já ouviu falar de vibe coding. Vibe coding é uma forma diferente de criar aplicativos: em vez de arrastar componentes numa interface, você descreve o que quer e a ferramenta gera código pronto.
Neste guia prático você vai entender as diferenças reais entre vibe coding e as ferramentas no code tradicionais, como isso impacta correções, integrações, segurança, escala, lock in e custo.
Como você começa um projeto: arrastar e soltar ou prompt?
Ferramentas no code como Bubble oferecem um editor visual: você cria um novo projeto, arrasta componentes, monta telas e configura workflows com cliques. Já em vibe coding, você descreve o projeto por prompt e a ferramenta gera o front-end e, muitas vezes, parte do back-end automaticamente.
Mapa mental que resume os tópicos iniciais: No Code vs Vibe Coding.
Resultado: No code é imediatismo visual. Vibe coding entrega código gerado que você pode publicar e versionar, mas exige adaptação ao fluxo por prompt.
Correções e melhorias: editar visualmente ou via prompt
No no-code, você muda cor, texto ou posição clicando e arrastando. Em vibe coding, a principal maneira de ajustar é via prompt ou edição direta do código. Ferramentas de vibe coding já vêm incorporando edições visuais, mas ainda operam gerando alterações no código por trás.
Pedi ao assistente para adicionar um fundo degradê no dashboard — alteração aplicada em segundos.
Na prática, pequenas mudanças podem ser pedidas ao assistente (por exemplo, “coloque um fundo colorido na barra do dashboard”) e aplicadas em segundos. Para ajustes finos, você pode abrir o código e editar ou sincronizar com GitHub.
Frontend e backend: por que isso importa
Todo aplicativo tem duas partes: o front-end (o que o usuário vê) e o back-end (autenticação, banco de dados, APIs, regras de negócio). Ferramentas no-code como o Bubble combinam os dois em uma única camada, enquanto ferramentas de front-end puro (Flutterflow, Weweb) exigem que você conecte um back-end externo, normalmente Supabase ou Firebase.
Mapa mental claro mostrando Frontend vs Backend — ideal para explicar onde hospedar o backend.
Em vibe coding, a maioria das ferramentas gera o front-end e permite que você escolha onde hospedar o back-end. Isso dá liberdade para escalar e reduzir o lock-in.
Workflows x funções: interface visual ou blocos de código
O no-code apresenta workflows visuais: ao clicar num botão, você monta uma sequência de ações por interface. Em vibe coding, não existe um editor de workflows tão visual — você interage com funções que rodam no back-end (ex: Supabase) e pode inspecionar o código ou usar o chat integrado para entender o que cada botão faz.
Menu de ações em Workflows — escolha de ações incluindo ‘Backend Workflows’.
Funcionalidades complexas ficam no back-end como endpoints e funções, que você pode abrir e editar quando necessário.
Lista de Edge Functions no Supabase mostrando endpoints usados para integrações como checkout e webhooks.
Extensões e integrações API: plugin manual ou integração automática
Com no-code, integrar bibliotecas complexas exige instalar plugins e configurar campos manualmente. Em vibe coding, a ferramenta costuma ler a documentação da biblioteca e realizar a integração automaticamente.
Página do React Flow mostrando editor de nós e conexões — exemplo ideal para mindmaps via vibe coding.
Exemplo prático: criar um mindmap com React Flow via vibe coding pode ser questão de um prompt — a ferramenta monta a interface, nodes e conexões em minutos.
Mindmap montado automaticamente com React Flow — pronto para editar e conectar ideias.
Integrações como Stripe também são muito mais simples no fluxo de vibe coding: em vez de dezenas de passos manuais, muitas vezes basta pedir a integração por prompt e a ferramenta cria a sessão de checkout, webhooks e lógica de assinatura.
Segurança e privacidade
Segurança significa controlar quem vê ou altera dados. Em Bubble, você usa regras de privacidade; em backends externos, você usa RLS (row level security) no Supabase. Ferramentas de vibe coding trazem scanners e auditorias automáticas que apontam vulnerabilidades e recomendações para corrigir validações e exposição indevida de chaves.
Scanner de segurança em execução — auditoria integrada em ação.
A narrativa de que aplicativos gerados por vibe coding não são seguros ficou para trás. A maturidade das plataformas melhora continuamente, mas é sua responsabilidade testar e corrigir.
Escala, performance e lock in
Escalar é ter um front-end capaz de entregar banda e um back-end com recursos suficientes. Você pode publicar o front-end em plataformas como Vercel e manter o back-end no Supabase — uma combinação que escala tranquilamente.
Indicador de uso do plano Vercel mostrando quota de uso.
Vantagem do vibe coding: o código gerado é seu, versionado no GitHub e sincronizável bidirecionalmente. Isso evita lock-in e permite continuar o projeto em outra ferramenta ou editar diretamente no repositório.
Repositório no GitHub mostrando a árvore de arquivos — prova de que o código gerado é seu.
Preço e modelo de cobrança
No-code costuma cobrar por planos e consumo de servidor (como as workload units no Bubble). Back-ends integrados podem sair mais caros conforme crescem as requisições.
Vibe coding normalmente utiliza créditos por geração: cada prompt consome créditos. O plano gratuito oferece um número limitado; o plano pago aumenta essa cota. O custo final tende a refletir o ritmo de desenvolvimento mais do que o custo de hospedagem.
Popup exibindo tempo de trabalho e créditos usados — ilustra como o modelo cobra por gerações.
Recomendações práticas
- Para iterações visuais rápidas: continue com no-code enquanto valida o produto.
- Para liberdade sobre o código e redução de lock-in: considere vibe coding.
- Use Supabase como back-end: funciona bem tanto para no-code quanto para vibe coding.
- Automatize integrações complexas com prompts: Stripe, mapas interativos e bibliotecas JS costumam funcionar rapidamente.
- Priorize segurança: rode auditorias, configure RLS e valide inputs no servidor.
Perguntas frequentes
Vibe coding é adequado para quem não sabe programar?
Sim. O vibe coding foi feito para reduzir a barreira técnica: você descreve em linguagem natural e a ferramenta gera o código. Ainda assim, aprender conceitos básicos de front-end e back-end ajuda muito.
Posso migrar um app Bubble para vibe coding?
Sim. A migração exige planejar o front-end, exportar dados e recriar as lógicas no novo fluxo. A vantagem é obter um código exportável e reduzir o lock-in.
Vibe coding é mais barato no longo prazo?
Depende. Ele reduz custos de desenvolvimento e permite escolher back-ends econômicos como o Supabase. Para projetos com alto tráfego, a estrutura e a otimização determinarão o custo final.
Como testar segurança em vibe coding?
Utilize as ferramentas de auditoria integradas, configure RLS no banco de dados e valide todos os inputs no servidor. Testes manuais e automáticos são essenciais antes da produção.
Links úteis
- Vídeo original: VIBE CODING x NO CODE: O Comparativo Definitivo
- Vibe coding Tutorial
- Comunidade Sem Codar
Renato Asse
Fundador da Comunidade Sem Codar
Renato Asse é fundador da Comunidade Sem Codar, a maior escola No Code e Inteligência Artificial da América Latina, com mais de 25 mil alunos formados.
Eleito o melhor professor de Bubble do mundo (#1), atua como embaixador oficial da Lovable, Bubble, FlutterFlow e WeWeb no Brasil. Pioneiro no setor, criou o primeiro canal de No Code no Youtube no país, alcançando mensalmente mais de 1 milhão de pessoas.
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