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Lançamento Sem Codar 4.0: como reconstruímos uma plataforma em 30 dias com Vibe Coding
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Lançamento Sem Codar 4.0: como reconstruímos uma plataforma em 30 dias com Vibe Coding

Renato Asse

Tem uma frase que eu sempre levo a sério: Vibe Coding não é “só para MVP”. É para construir coisa de verdade, robusta, com evolução contínua e com capacidade de crescer.

Foi exatamente isso que a gente fez na Comunidade Sem Codar 4.0. A decisão foi drástica e, ao mesmo tempo, simples: a plataforma que já tinha mais de 25.000 alunos foi descartada e reconstruída do zero em menos de 30 dias, usando Vibe Coding (com Cursor, mas o método é compatível com outras ferramentas de vibe coding).

O resultado: uma aplicação com 28 tabelas, mais de 60 páginas e feita para suportar milhares de usuários sem ficar engessada na próxima demanda.

Resumo do banco de dados da Sem Codar 4.0 mostrando 28 tabelas

Por que reconstruir tudo do zero?

Reconstruir um produto já existente não acontece “por capricho”. No nosso caso, o contexto ajudou muito a decisão.

A evolução da Sem Codar (2020 para 2026)

  • 2020: a primeira versão nasceu em Bubble, criada do zero para substituir uma plataforma anterior (que não entregava recursos suficientes).
  • 2023 (versão 2.0): a comunidade cresceu e começou a surgir um novo padrão entre os alunos: negócios maiores, startups, agências e contratos reais. Nesse momento, a gente expandiu a “forma de construir” e começou a ensinar ferramentas além do Bubble, como FlutterFlow, WWEB, Supabase e Firebase.
  • 2025 (versão 3.0): chegou uma nova onda, com automações e agentes de IA. Entramos pesado em N8N e nasceu o curso Automakers. Começaram a aparecer gestores de IA e automações aplicadas a empresas de todo porte.
  • 2026 (versão 4.0): aceleramos o que antes era um diferencial em algo central: Vibe Coding.

Então a reconstrução da Sem Codar 4.0 foi a forma mais direta de alinhar a plataforma com a próxima fase. Mais velocidade, mais consistência e uma estrutura que permita lançar novos recursos sem “quebrar o que já funciona”.

O que mudou na Sem Codar 4.0

O destaque não é só visual. O ponto é estrutural:

  • A plataforma agora foi criada 100% com Vibe Coding.
  • Existem trilhas de conhecimento com linha do tempo clara, indicando a ordem ideal das aulas para cada objetivo.
  • Nos bastidores existe um backend administrativo robusto que está sendo preparado para virar um SaaS para outras escolas usarem a mesma base.

Tela da Comunidade Sem Codar com trilhas de cursos App Makers, Automakers, SaaS 7D e Tech 12K

Como criar uma aplicação escalável com Vibe Coding

A parte mais valiosa do processo é que ele não começa “voando”. Ele começa devagar, com documentação e planejamento. Depois que isso existe, o desenvolvimento ganha tração.

Para criar a Sem Codar 4.0, o responsável técnico usou um framework de spec-driven development, chamado Bime. A ideia não é “fazer aula de Bime”. É entender o fluxo por trás do ganho de escala.

O coração do processo: Spec-Driven Development

A metodologia segue uma lógica parecida com engenharia de requisitos e produto, só que com automação na geração do caminho técnico.

1) Descoberta e análise

Normalmente, antes do código, você faz brainstorming, análise de mercado, domínio do problema e viabilidade técnica. No nosso caso, essa etapa foi pulada porque já havia clareza do que a plataforma precisava ser. Mas, para quem está idealizando uma ideia, essa fase ajuda muito a não construir no escuro.

  • Análise de concorrência
  • Pesquisa por clientes
  • Tendências do domínio
  • Mapeamento de viabilidade técnica

2) PRD completo

O PRD (Product Requirements Document) vira o “contrato” do produto. A sacada aqui é que o PRD pode ser muito detalhado. Na Sem Codar 4.0, o documento ficou com cerca de 2000 linhas. Isso dá uma base consistente para o resto: UI, arquitetura e implementação.

3) UI/UX e arquitetura

Com o PRD em mãos, você define interface com base no produto e decide a arquitetura: ferramentas, stack e componentes necessários. Na prática, o processo ajuda a escolher o que faz sentido para o objetivo. Aqui entraram decisões como banco de dados (com Supabase), automações (como N8N) e componentes de infraestrutura.

4) Épicos e histórias com critérios de aceitação

Essa etapa é onde o desenvolvimento deixa de ser “achismo”. Épicos são grandes metas do sistema. Histórias quebram cada meta em partes pequenas e executáveis.

Exemplo de estrutura (do tipo que a Sem Codar usou):

  • Autenticação
  • Criação e gestão de conteúdo (produtos, áreas, cursos, módulos, categorias, aulas e tarefas).

E cada história vem com critérios de aceitação. Em outras palavras, o sistema sabe o que é “feito” e como validar.

epics.md com Story 2.1 e seção Acceptance Criteria detalhada

Por que isso “descola” depois que começa devagar?

Porque durante cerca de uma semana a equipe ficou focada em documentação, gerando PRD, UIUX, arquitetura, épicos e histórias. Em seguida, quando chega a hora de implementar, o fluxo fica repetível e rápido. Você não perde energia redescobrindo requisitos toda vez.

O fluxo diário: gerar código, testar e revisar sem regressão

Quando as sprints começam, o “ritual” fica claro: cada história vira uma tarefa de ponta a ponta.

Como a Sem Codar rodou a implementação

  1. Selecionar uma história do backlog.
  2. Preparar e executar a implementação com um “agente desenvolvedor” (como a Amélia).
  3. Gerar testes para o que foi implementado.
  4. Realizar revisão de código com validações e boas práticas.
  5. Se necessário, corrigir e repetir testes e revisão.

O motivo de insistir em testes é direto: evitar regressão. Regressão é quando você mexe em algo novo e o sistema velho “volta a quebrar”. Com testes rodando para cada recurso, você ganha liberdade para evoluir sem pânico.

Cursor com tabela do sprint: criação e validação de stories, geração de testes e revisão de código

Planos para empresas: velocidade de entrega em 1 dia

Além da plataforma aprender com o passado, ela precisa destravar o futuro. Um exemplo prático foi o módulo de empresas dentro da comunidade.

A demanda era: permitir que empresas adicionem colaboradores, gerenciem licenças, acompanhem consumo, vejam engajamento e exportem certificados. Com o método de Vibe Coding e esse fluxo orientado por specs, esse recurso foi implementado em um dia (algo que demorava muito em plataformas anteriores).

O motivo principal da migração: Vibe Coding como foco da Sem Codar

Não é hype. Não é moda. A postura é: se o ecossistema atual permite criar mais rápido e com qualidade, faz sentido usar. Há mais de 10 anos trabalhando com no code, a sensação que ficou foi clara: no ritmo atual, vibe coding está nivelando produtividade e qualidade de entrega.

É por isso que a Sem Codar 4.0 passa a ter como prioridade “ensinar o que funciona do jeito que a gente faz”. Ferramentas como Cursor e outras opções de vibe coding entram nessa visão como alternativas reais.

Trilhas de cursos para acelerar sua carreira

A migração da plataforma veio junto com trilhas de cursos que atacam o que a maioria precisa para sair do “projeto pequeno” e chegar no “sistema que escala”.

App Makers (Vibe Coding para criar apps)

Focado em criação de aplicativos, para quem quer construir como desenvolvedor, criar microSaaS e aprender ferramentas no ecossistema vibe coding como Lovable, Cursor e Supabase.

Automakers (Automações e agentes de IA)

100% voltado para automações e agentes de inteligência artificial com foco em N8N, do zero ao avançadíssimo.

SaaS 7D (Marketing e Receita)

O objetivo é transformar um SaaS em “máquina de vendas” com foco em marketing, tráfego e funis, em parceria com Bruno Ocamoto.

Tech12K (Monetização)

Para quem quer ganhar R$12k/mês com IA e Vibe Coding, focando em carreira, freelancer e agência de desenvolvimento.

AI Scale (Novo lançamento)

Focado em IA para empresas para escalar operações sem precisar aumentar contratações na mesma proporção, abrangendo marketing, comercial, RH e financeiro.

Open Squad e o exemplo de carrosséis com squad de agentes

Uma prova do que o AI Scale ensina é o uso do Open Squad, ferramenta para construção de um “time de agentes IA”. Um exemplo real mostrou um squad com seis agentes produzindo um carrossel inteiro e publicando automaticamente no Instagram, gerando 559 likes orgânicos.

Workspace com carrossel gerado e passos do pipeline para publicação

Conclusão: o que a Sem Codar 4.0 ensina

A Sem Codar 4.0 é um exemplo bem direto de como transformar vibe coding em engenharia de produto: specs, planejamento, implementação com testes, revisão e foco em evolução. Se você quer construir aplicações verdadeiramente escaláveis, o caminho é começar devagar com documentação e acelerar com execução orientada por critérios e testes adequados.

Renato Asse

Renato Asse

Fundador da Comunidade Sem Codar

Renato Asse é fundador da Comunidade Sem Codar, a maior escola No Code e Inteligência Artificial da América Latina, com mais de 25 mil alunos formados.

Eleito o melhor professor de Bubble do mundo (#1), atua como embaixador oficial da Lovable, Bubble, FlutterFlow e WeWeb no Brasil. Pioneiro no setor, criou o primeiro canal de No Code no Youtube no país, alcançando mensalmente mais de 1 milhão de pessoas.