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Como escrever PROMPTS CINCO ESTRELAS no Lovable
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Como escrever PROMPTS CINCO ESTRELAS no Lovable

Renato Asse

Se você vai passar boa parte do seu tempo no Lovable corrigindo erros, implementando melhorias e testando, existe algo que não pode ser feito no “chute”: o seu pedido para a IA. Para obter resultados consistentes, você precisa ter controle sobre o que está solicitando.

A boa notícia é que não existe mágica ou a necessidade de “agentes” complexos para criar prompts. O ponto central é a clareza. Ser claro não significa escrever de forma bonita, mas sim ser específico sobre o problema, a localização do elemento, o comportamento esperado e o que está acontecendo de fato.

Foco na frase: Simplesmente peça o ajuste - mas não seja preguiçoso!

Por que prompt ruim faz a IA “alucinar”

Um erro comum é acreditar que frases genéricas como “o botão não está funcionando” são suficientes. A IA não possui o seu contexto e, quando faltam informações, ela tenta inferir o que deve ser feito. É nesse momento que surgem as falhas e o desperdício de créditos.

Para cada prompt, a IA precisa de três pilares fundamentais:

  1. Dados de localização: Onde exatamente o problema ocorre.
  2. Dados do comportamento esperado: O que deveria acontecer.
  3. Dados do comportamento real: O que está acontecendo de verdade.

Boas práticas de prompt no Lovable

Um esqueleto de prompt eficiente deve responder às seguintes perguntas:

  • Onde está o problema? (Indique a tela, o componente ou o botão específico).
  • O que você esperava que acontecesse?
  • O que está acontecendo de verdade?
  • Existe código de erro? Se houver, inclua-o. Prints também são extremamente úteis.
  • Qual é a melhoria? Descreva a mudança que deseja implementar.
  • Qual comportamento novo você espera? Detalhe o resultado final desejado.

Perceba a diferença entre dizer “não funciona” e dizer: “na tela de gerar foto, o botão está desabilitado. Ao clicar, abre um carregamento por 30 segundos, a tela fecha e a foto não é gerada”. Essa descrição elimina a adivinhação por parte da IA.

Exemplo real: Prompt ruim vs. Prompt bom

Vamos analisar um cenário de um sistema de geração de fotos.

Prompt ruim (gera desperdício de crédito):

“O botão gerar foto não está funcionando.”

Este pedido não explica o fluxo. A IA pode tentar corrigir o botão de forma genérica no código, sem resolver o problema lógico por trás do erro.

Esqueleto de prompt para investigação de bugs

Prompt bom (estrutura completa):

“Na tela de gerar foto, o botão está desabilitado. Ao clicar nele, abre uma tela de carregamento por 30 segundos. Depois, a tela fecha e não acontece nada. A foto não é gerada.”

Com esses detalhes, a IA ajusta o comportamento exato sem precisar “caçar” o erro em lugares errados.

A importância de indicar o elemento correto

Se você pedir “quando eu clico no botão X, faça Y” sem especificar o que é “X” no contexto atual, a IA pode aplicar a lógica ao elemento errado. No caso do app TimeFlip, ao especificar que após clicar em “viajar no tempo” o app deveria gerar a foto (em vez de apenas mostrar fotos genéricas da galeria), a IA conseguiu:

  • Habilitar a função de geração de imagens.
  • Configurar o armazenamento.
  • Enviar a foto para o modelo de IA que transforma e exibe a imagem.

App TimeFlip exibindo retratos gerados em diferentes épocas

Quando a IA sugere melhorias automaticamente

O Lovable frequentemente sugere recursos adicionais. Isso é útil para preencher lacunas na experiência do usuário. Se a IA sugerir “salvar imagens na galeria”, você deve ser objetivo no comando para evitar retrabalho:

Exemplo de comando direto:

“Implantar salvar as imagens geradas na galeria do usuário usando o banco de dados.”

Isso garante que a correção não seja apenas visual, mas funcional de ponta a ponta, incluindo a persistência dos dados.

O combate à “preguiça” nos testes

Uma regra de ouro: não assuma que está tudo certo só porque a IA disse que implementou. É comum o cérebro ignorar testes após a IA confirmar a tarefa, mas falhas podem aparecer em estados específicos da aplicação.

Baseie seus testes no PRD (Product Requirements Document) e nas Histórias de Usuário.

Documento de requisitos e histórias de usuário no Lovable

No exemplo acima, as histórias incluíam:

  • Enviar foto para gerar retrato histórico.
  • Visualizar imagens anteriores e baixar imagens.
  • Criar conta e redefinir senha.

Teste sempre o que realmente importa para a jornada do usuário, validando cada clique e fluxo após uma alteração.

Como solicitar mudanças no Lovable: 3 formas poderosas

Existem abordagens diferentes para ajustar seu app com precisão e economia.

1. Use o Chat para criar planos antes de executar

O chat é ideal para bugs complexos e melhorias estruturais. Se um erro persiste após duas tentativas, peça um plano:

  1. “O bug XYZ permanece.”
  2. “Crie um plano de correção detalhado.”
  3. “Implemente o plano.”

2. Use o Editor Visual (Visual Edits)

Você pode apontar e editar elementos sem escrever prompts longos e, muitas vezes, sem gastar créditos.

  • Selecione o elemento na tela.
  • Solicite a mudança (espaçamentos, margens, textos estáticos).
  • Salve e verifique no preview.

Interface de visual edits ativa no Lovable

3. Edite diretamente no código

Para controles totais que o editor visual não alcança, use o atalho “Go to code”. Isso localiza exatamente onde o elemento está no projeto, permitindo ajustes manuais rápidos, como alterar um rótulo de texto ou verificar uma variável dinâmica.

Aviso de estilo dinâmico ao tentar ajustar interface

Checklist para um Prompt 5 Estrelas

Sempre que for solicitar algo, verifique este guia rápido:

  • Qual tela?
  • Qual elemento? (botão, seção, componente).
  • O que deveria acontecer?
  • O que acontece de verdade?
  • Existe erro? (Traga o código ou print).
  • Qual melhoria você quer? (E qual o resultado esperado).

Tratar o desenvolvimento no Lovable como engenharia — e não como tentativa e erro — economiza tempo, créditos e garante um aplicativo robusto e profissional.

Renato Asse

Renato Asse

Fundador da Comunidade Sem Codar

Renato Asse é fundador da Comunidade Sem Codar, a maior escola No Code e Inteligência Artificial da América Latina, com mais de 25 mil alunos formados.

Eleito o melhor professor de Bubble do mundo (#1), atua como embaixador oficial da Lovable, Bubble, FlutterFlow e WeWeb no Brasil. Pioneiro no setor, criou o primeiro canal de No Code no Youtube no país, alcançando mensalmente mais de 1 milhão de pessoas.